Sentado num canto, com a minha cadela Rotweiller – cuja presença era autorizada pelo chefe da estação, que conhecia a boa disposição e natureza da bicharoca – eu esperava pacientemente pela minha vez. Na altura ainda não era entretido pelo maravilhoso mundo das redes sociais, como agora, mas afagava o pêlo negro da Anouk, que se deitava tranquilamente no chão e aguardava pela hora de ser atendida pelo Jorge. Este amigo colocava-lhe então rolos de fita de papel de impressora (usados) na boca e todos nos divertíamos a pôr a conversa em dia enquanto as minhas encomendas eram processadas ao som do delírio da Anouk a roer o seu rolinho de cartão.
sábado, 6 de junho de 2020
Já chega de Chega
Sentado num canto, com a minha cadela Rotweiller – cuja presença era autorizada pelo chefe da estação, que conhecia a boa disposição e natureza da bicharoca – eu esperava pacientemente pela minha vez. Na altura ainda não era entretido pelo maravilhoso mundo das redes sociais, como agora, mas afagava o pêlo negro da Anouk, que se deitava tranquilamente no chão e aguardava pela hora de ser atendida pelo Jorge. Este amigo colocava-lhe então rolos de fita de papel de impressora (usados) na boca e todos nos divertíamos a pôr a conversa em dia enquanto as minhas encomendas eram processadas ao som do delírio da Anouk a roer o seu rolinho de cartão.
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
As pessoas que defendem as touradas são estúpidas - e consigo prová-lo
Objectivo: provar que uma alma que defende a continuidade das touradas é estúpida.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Tolerância, at last?...
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segunda-feira, 8 de julho de 2013
Venga La Ursada!
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quarta-feira, 3 de julho de 2013
Seriously?…
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Marcadores: maria luís albuquerque, ministério das finanças, swaps
domingo, 11 de novembro de 2012
E se...
Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.
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terça-feira, 1 de maio de 2012
Battleship
Pois cá vai a pérola do dia, mais de um ano depois da última: Battleship.
Battleship é um daqueles filmes de acção / ficção científica que desperta imediatamente dois tipos de reacção:
1) O pessoal que sai de lá a rir e a gozar com as inconsistências científicas, as actuações não dignas de óscares, o script relativamente simples, a previsibilidade do final e outras críticas que aparecem rotineiramente ligadas a este género filmesco.
ou
2) O pessoal que agradece a Deus Nosso Senhor pelas duas horas de intensidade com que o banhou... Estou a falar de tal intensidade que o balde de pipocas não chegou ao fim da primeira hora e, apesar de este pessoal reconhecer integralmente os pontos elencados em "1" (convenhamos que só um orangotango em fase terminal de Alzheimer's não os reconheceria...), sentem o regozijo insuperável de terem tido todos os pêlos do corpo em pé durante duas horas do mais absoluto e completo prazer cinéfilo.
Nota-se muito que me enquadro de caras no grupo "2"?
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Silence of the lambs

Antes de mais, um bom ano para todos!! O facto de estar a desejar um “bom ano” em Fevereiro já indicia fortemente que tem acontecido muita coisa, certo? E tem, sim senhor! Mas são coisas privadas – embora todas elas maravilhosas - e ninguém tem nada a ver com isso! :-)
Mas, antes de ir ao tópico do dia, não resisto a partilhar convosco o enorme lote de fotografias que recolhemos depois de terminada a mega operação Flying Sharks Turkish Charter Delight. Podem vê-las todas clicando aqui ou indo directamente à página da Flying Sharks www.flyingsharks.eu.
Vamos, agora, ao tópico do dia. Para (não) variar recomendo vivamente o filme Fair Game. Trata-se de um filme perturbador a variadíssimos níveis:
- A tradução do título exibe, também para (não) variar, a falta de jeito dos rapazes que traduzem títulos em fazê-lo de forma adequada… É que “este” Fair Game não tem rigorosamente nada a ver com “jogo limpo” mas, muito pelo contrário, refere-se a uma expressão (não muito fácil de traduzir, admitamos) que significa “disponível para abate”. Ou seja, a expressão Fair Game utiliza-se quando algo está na mira de todos e, basicamente, leva pancada de todos os lados…
- Outra vertente perturbadora deste filme é que traz à superfície (novamente) todo a teia diabólica de mentiras que estiveram na base da invasão do Iraque pelas tropas americanas. Já todos sabíamos que não há, nem nunca houveram, WMDs (weapons of mass destruction, i.e. armas de destruição massiva) no Iraque. Foi pena o filme não ter explorado a componente comercial deste episódio, sendo que um dos signatários da ordem de invasão foi o, então, vice-Presidente Dick Cheney que, “curiosamente”, fazia parte do Board of Directors da Halliburton, empresa que viria a fornecer biliões de dólares de equipamento de suporte para a invasão. Aparentemente a expressão “conflito de interesses” perdeu o seu significado neste episódio curioso…
- Mas o aspecto verdadeiramente perturbador deste filme é a impunidade atroz com que tudo isto se passou e com que tudo se passa à nossa volta… Reduzem-se os vencimentos dos funcionários públicos para colmatar o maior déficit de que há memória; mas aumentam-se os ordenados / prémios dos administradores de empresas públicas; aperta-se o cinto na base da cadeia alimentar, mas servem-se almoços de sushi em reuniões de autarquias (ah, pois é…)…. Enfim, a lista continua.
Numa época em que a informação está disponível como nunca esteve na História da Humanidade – e veja-se o espantoso caso Wikileaks - é caso para recordar a memorável citação do Dr. Martin Luther King Jr.:
"We will have to repent in this generation not merely for the hateful words and actions of the bad people but for the appalling silence of the good people.
O problema, hoje em dia, não está no silêncio porque, em boa verdade, erguem-se vozes de denúncia destes escândalos continuamente. O problema está na apatia generalizada com que estas vozes são recebidas.
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sábado, 11 de dezembro de 2010
Turkish Charter Delight

Ui, mas que grande correria que foi este Verão! Nem sequer houve tempo para fazer um único post!
Mas tudo estará terminado na noite de 14 de Dezembro, depois de entregarmos dois aviões carregadinhos de peixes (e invertebrados) - capturados em Olhão, Peniche, Horta e Funchal - no novíssimo Istanbul Akvaryum.
Ora espreitem retratinhos catitas em www.flyingsharks.eu!
:-)
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terça-feira, 27 de julho de 2010
O grande dilema do Aquecimento Global

Há um ano ainda era consultor do Oceanário e coloquei uma notícia, no website, sobre Aquecimento Global e a enorme discussão que rodeia este tema. Podem ler a notícia clicando aqui.
Surge, agora, mais um documentário - desta vez do prestigiado "Channel 4" britânico - que vem lançar novas dúvidas sobre o tema. Podem ver a primeira parte clicando aqui.
Mas é preciso, antes de mais, definir o problema. Note-se que ninguém duvida do facto de que as temperaturas estão, actualmente, mais altas do que há alguns anos. A grande questão é se essa subida foi causada pelo Homem, ou não. Mais especificamente, terá essa subida sido causada pelo excesso de CO2 na atmosfera, ou não.
O Al Gore e respectivos seguidores dizem que sim.
Os "cépticos" dizem que não.
E que devemos nós, seres humanos "normais", dizer?
Honestamente, não faço ideia.
Mas volto a repetir o que escrevi no website do Oceanário há um ano: com tanta abundância de informação "pro" e "contra" Aquecimento Global, prefiro adoptar uma postura cautelosa e adoptar um estilo de vida que minimize as emissões de CO2. Porque imagine-se só o que acontecerá ao nosso Planeta se, de repente, todos assumirmos que o excesso de CO2 não causa problema nenhum e deixarmos de controlar as emissões. Imagine-se que, daqui a uns anos, se prova que o Al Gore tinha razão... Imagine-se que, quando surgir essa prova, seja tarde demais para resolver o problema...
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
Ship of Fools

Há poucos dias conversava com um amigo acerca do derrame de petróleo no Golfo do México e o meu amigo dizia “Sabes que mais, João?... Tens razão quanto àquilo de não haver nenhuma Conspiração mas, pelo contrário, haver é uma grande dose de badalhoquice...”
Passo a explicar... Depois do 11 de Setembro surgiram rapidamente teorias que indicavam o Governo Bush como sendo responsável pelo atentado. Eu cá defendia exactamente o contrário. E vi a minha "teoria" corroborada pela discrepância monumental que há entre os livros + filmes (do Michael Moore e outros) e a realidade. É um facto que o governo Bush recebeu informações que sugeriam que algo de "grande" ia acontecer. Há memorandos e notas internas que já vieram a público. E que fizeram com essas informações? Nada.
Há quem diga que não fizeram nada porque isso servia interesses económicos de grandes lobbies petrolíferos. Eu cá acho que não. Acho que não fizeram nada por badalhoquismo. Puro e simples.
A ÚNICA atitude que revelou um rasgo mínimo de inteligência, nessa saga toda, foi terem APROVEITADO os ataques para legitimizar a invasão do Afeganistão e poderem, finalmente, construir um pipeline através do país, obra essa sistematicamente recusada pelos chatos dos Talibãs.
O clima de "Luta contra o Terror" que se instituiu a seguir também não foi nada mal esgalhado porque serviu para autorizar a invasão do Iraque, golpe de mestre que permitiu criar um corredor de passagem de petróleo desde o Afeganistão até ao Golfo Pérsico.
No fundo os rapazes usaram os ataques às Torres Gémeas para, numa jogada brilhante e digna de uma rodada vencedora no "Risco", sacarem os países que lhes faltavam para cumprirem o seu objectivo de domínio absoluto do Médio Oriente. A única pedra que ainda resta no sapato é o malvado Irão... Mas esse é um ninho de vespas tão delicado que nem os americanos se atrevem a cutucá-lo... Valha-nos esse pequeno rasgo de sensatez ou já estávamos num cenário tipo "The Road"...
Mas as atitudes "espertinhas" ficaram por aí.
Tudo o resto é badalhoquice da mais simples e imberbe que se pode imaginar.
A famosa "Crise" não foi fruto de uma cabala monstruosa mas sim de péssimas decisões económicas. Leiam um capítulo sobre este tema no livro "Predictably Irrational" do Dan Ariely e ficarão a entender a "Crise" como nunca.
Mas o exemplo mais recente deste badalhoquismo institucionalizado chegou há algumas semanas na forma de uma "simples" fuga num tubo a 5.000 pés de profundidade.
E parece que ninguém o consegue tapar.
Então e aquela tecnologia toda para pôr sondas em Marte? Ah, é verdade... Falhou das primeiras vezes porque havia cálculos em sistema métrico e outros em sistema imperial...
Então e a tecnologia usada no telescópio Hubble? Também não era grande coisa porque foram precisas não sei quantas missões (de biliões de dólares cada) para alinhar um conjunto de espelhos que foram para o espaço desalinhados...
Então e a tecnologia usada para colocar o Space Shuttle no ar? Hmmm... Se dividirmos o número de voos com acidentes pelo número total de voos apercebemo-nos, tristemente, da terrível taxa de insucesso desta máquina... Chiça, que é preciso "tê-los no sítio" para ser astronauta, porque não há outra máquina que pife tanto como o Space Shuttle.
Então e aquele poderio militar impressionante da máquina de guerra americana? Também não é lá grande coisa porque andam atrás de um velhote, perdido nas montanhas afegãs e agarrado a uma máquina de hemodiálise, há QUASE NOVE ANOS e ninguém o encontra.
Há quem diga que não o encontram de propósito. Please... Já imaginaram OS PONTOS que serão marcados por quem capturar o Bin Laden? Quem não quereria marcar uma pontuação dessas??
Mas o que eu aprecio MESMO é o papel de Hollywood nisto tudo... Particularmente de filmes fantásticos como Armagedon, Missão Impossível, A-Team, James Bond e afins. Tanta máquina louca, tanto satélite espião, tanta vigilância e software Echelon que (supostamente) monitoriza as conversas e emails de toda a gente no mundo... Mas... Quando se precisa MESMO que essas tretas tecnológicas resolvam um problema REAL, népia...
Então o Presidente da Nação mais Poderosa que a nossa Espécie jamais conheceu vem à televisão dizer que não têm a tecnologia necessária para tapar um tubo a 5.000 pés e que isso tem de ser feito pela BP??
Lindo.
É que 5.000 pés são cerca de 1.600 metros. Não estamos a falar da Fossa das Marianas, que tem 11.000+ metros de profundidade. Estamos a falar de uma profundidade a que ROVs e submarinos operados por seres humanos JÁ FORAM! E vão todos os dias!
Dezenas, centenas, MILHARES de MENTES BRILHANTES do Mundo inteiro andam a mandar palpites e sugestões à BP. Mas ninguém dá conta do malvado tubo roto.
Teoria de Conspiração?
Tenham juízo... Estamos nas mãos de badalhocos que nem a tabuada devem saber...
Tenham mas é cuidado e TRATEM DAS VOSSAS vidas porque não são os Governos, seguramente, que vão tratar.
Aguentem-se, que temos loucos ao leme!!
Os Doors é que tinham razão, quando escreveram a canção "Ship of Fools"...
:-)
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Marcadores: Bin Laden, BP, Conspiração, Obama, Petróleo
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Ortografia

Possivelmente este será o post de "pior gosto" que jamais escrevi, particularmente porque não tenho o hábito de atrair atenções à custa do infortúnio dos outros.
Mas, neste caso, tenho mesmo de abrir uma excepção porque este folheto simplesmente TEM de ser partilhado. Não pelo serviço que será prestado no estabelecimento em questão (que, confesso, desconheço) mas, acima de tudo, pelo ALERTA lançado quanto ao DRAMA ORTOGRÁFICO que se vive em Portugal actualmente.
Os Portugueses escrevem MAL. Mesmo MUITO mal. E o caraças dos sucessivos acordos ortográficos não ajudam. Expliquem-me, por favor, qual é o objectivo de "aproximar" o Português "puro" do Brasileiro, como se tem vindo a fazer?
Porquê eliminar o "p" de "óptimo"?
Porquê eliminar o "c" de "acção"?
Porquê?
Que vantagem se extrai destas medidas?
A sério que adoraria ler uma resposta convicente e articulada acerca deste tópico.
Mas, para já, fiquemo-nos pela apreciação do "Brusching", "Estração", "Junto há Praça..." e, claro, os inevitáveis "em frente á Av. Paris" e "09.00 H ás 13.00 H".
Curiosamente, o autor do folheto escreveu correctamente "09.00 H às 19.00 H", facto raro nos dias que correm. Mas revelou o desconhecimento na matéria ao substituir alguns "à" por "á" e, numa ocasião, por um fabuloso "há", substituição esta que, admito, nunca tinha visto.
Pessoal, já disse muitas vezes e volto a repetir... LEIAM livros e cultivem-se porque não é ASSIM que saímos da crise...
:-(
Deprimidamente vosso,
João
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sábado, 30 de janeiro de 2010
Huxley vs. Orwell

Os apreciadores das obras "Brave New World" e "1984", de Aldous Huxley e George Orwell, respectivamente, vão gostar de conhecer um post que uns rapazes fizeram comparando o mundo actual com as realidades que ambos os autores preconizaram. A resposta é curiosa, mas não deixa de ser assustadora.
Clique aqui para ver o post.
E porque um post meu sem um comentário cinéfilo é como "um jardim sem sol" :-), aqui vai a minha recomendação da hora. Não percam o "Avatar 3D" e "A Estrada"!
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
O fim do Mundo, dos Corais e da Pesca na Gronelândia
O Mundo está de pernas para o ar... O calendário Maia diz que vamos todos para o caraças no dia 21 de Dezembro de 2012. Bom, logo se verá. Para já, contentar-me-ei com duas horas bem passadas em frente à mega produção do Roland Emmerich que, espero, não me irá decepcionar.
Mas o que o calendário Maia não previu foi o fim dos corais, porque os Maias nunca imaginaram que os seres humanos dos nossos dias tivessem uma capacidade destrutiva tão elevada como, de facto, têm.
Cliquem em www.zsl.org/coralcrisis para verem a extraordinária apresentação do Prof. Charlie Veron sobre os perigos de concentrações de CO2 demasiadamente elevadas. Essencialmente, os corais - e outras formas e vida na Terra - deixarão de ter condições para exisitirem se não forem tomadas medidas urgentes.
No mesmo website também poderão assinar uma petição que tem como objectivo persuadir os líderes mundiais, que irão participar na Conferência Ambiental de Copenhaga, a manterem a concentração de CO2 atmosférico abaixo de 350 ppm.
Cliquem www.erantis.com e www.globeinternational.org para mais informações sobre o evento.
E cliquem aqui para descarregar o artigo do Prof. Veron e respectiva equipa.
Mas os cenários catastróficos, hoje, não se ficam por aqui...
Ora cliquem em www.physorg.com para lerem uma verdadeira pérola... Os pescadores Innuit, da Gronelândia, queixam-se da abundância excessiva de Tubarões da Gronelândia (Somniosus microcephalus) e propõem-se a matá-los todos e, já agora, a convertê-los em biodiesel...
Ora aí está uma excelente ideia...
Está-me mesmo a ver que a eliminação do predador de topo de uma cadeia alimentar não terá qualquer efeito sobre a mesma... O mais curioso na história é que a eliminação é conduzida pela espécie que depende financeiramente da cadeia que se propõe perturbar... Alguém me explique, por favor, o que me está a escapar neste raciocínio porque, sinceramente, tenho dificuldade em engolir que alguém seja imbecil a este ponto...
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
District 9 e o despedimento da Manuela Moura Guedes
O que é que o filme "District 9" e o despedimento da Manuela Moura Guedes têm em comum?
Nada.
Mas o facto de vir aqui deixar um comentário rápido sobre o primeiro recordou-me um outro comentário rápido que me tinha esquecido de fazer acerca do segundo.
Acerca do "District 9": há muito tempo que não via um filme que me satisfizesse tanto! História, actores, realização, localização, etc., etc. Foi tudo bom. Acerca deste filme soberbo só me resta acrescentar que é o filme mais humano que já alguma vez vi, no sentido realmente literal e frequentemente perturbador da palavra.
E quanto ao despedimento da Manuela Moura Guedes posso dizer que não entendo, nem me interessam, os meandros dos processos que levam a este tipo de decisão. Mas posso avançar o seguinte: talvez, agora, a Manuela Moura Guedes entenda que, num programa de notícias, a vedeta deve ser a notícia e não a entrevistadora.
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sábado, 8 de agosto de 2009
O sigilo bancário
Como já se vem tornando hábito, comecemos este post com o tradicional comentário cinéfilo. Segue-se a lista dos filmes mais recentes que caem na categoria absolutamente imperdível:
- Two lovers
- Brüno
- Star Trek (2009)
- Knowing
- This is England
Posto isto, que dizer, então, relativamente ao sigilo bancário, de que tanto se falava há algumas semanas?
Caros amigos, o sigilo bancário é um não assunto. Pelo simples facto de que não existe, nunca existiu e nunca vai existir.
Aqueles que me conhecem sabem que não sou dado a teorias de conspiração nem dramatismos exagerados, pelo que volto a repetir: a discussão sobre o sigilo bancário é um monumental exercício de cosmética, já que a Banca (para usar o termo oficial) faz o que quer com os nossos dados e informações. Ao cidadão comum resta prestar atenção ao que se passa e agir quando detectar algo invulgar.
Permitam-me que elucide estes pontos com três casos reais que sucederam comigo recentemente.
Caso 1) Adesão ao Cartão de Crédito Citibank
Há alguns anos fui abordado pelos rapazes do Citibank, que me ofereciam a possibilidade de ter um dos seus cartões de crédito. Sendo a anuidade nula pensei Porque não? Afinal, viajo bastante e nunca se sabe se o cartão que uso regularmente vai ficar preso numa máquina ou desmagnetizado.
Preenchi a proposta e tive o cuidado de deixar em branco todo o bloco respeitante a pagamentos por débito directo na conta. Repito: deixei em branco os campos relativos à autorização do débito directo na conta. Não forneci o meu NIB, não coloquei uma cruz a dizer Sim, autorizo-vos a mexerem na minha conta sempre que vos apetecer, nem sequer assinei essa parte.
Ponto.
Algumas semanas depois recebi o meu cartão Citibank e respectivo código. Óptimo.
Alguns dias depois recebi uma nova carta do Citibank que começava com a frase Estimado Sr. João Correia, temos o grato prazer de informar que o débito directo da sua conta com o NIB nº XXXXX foi activado. ??? pensei, enquanto pegava no telefone e ligava para o número de apoio que vinha no rodapé. What the fuck?? perguntei-lhes, de forma um pouco mais educada e convertendo devidamente a expressão para a nossa língua mãe… A voz do outro lado não ofereceu, obviamente, qualquer explicação para o facto de que acabara de receber uma notificação de autorização para algo que eu não autorizei. Mas a voz despendeu bastante tempo a tentar demonstrar-me que o pagamento por débito directo na conta é, de longe, a forma mais cómoda de proceder a pagamentos. Respondi Meu caro, eu não vou discutir com uma voz, que não conheço, como faço a gestão dos meus rendimentos, ok? Cancele o débito directo da minha conta ou cancele o meu cartão.
Depois de mais algumas tentativas a voz percebeu que eu ia mesmo cancelar o cartão e lá me explicou que não lhe era possível cancelar o débito directo na conta. Contudo, explicou-me como qualquer um de nós pode fazê-lo:
- Basta ir a uma caixa Multibanco
- Inserir o cartão
- Escolher Outras operações
- Escolher Débitos directos
- Escolher a empresa cujo débito directo pretende cancelar
- Escolher cancelar
Et voilà. É muito fácil.
E foi exactamente isto que fiz, segundos depois de desligar, através do meu online banking. O passo final da história passou-se no balcão bancário que uso regularmente. Coloquei a carta do Citibank em cima da mesa e perguntei O que é isto? Responderam-me É uma autorização de débito automático da sua conta neste banco. Ao que eu respondi Então explique-me, por favor, a razão de ser desta carta tendo em conta que eu nunca dei autorização a esta empresa para me debitarem a conta. É claro que não me conseguiram explicar e só ouvi uns meros Pois… Sabe que isto, hoje em dia, é tudo automático... Já nem passa por nós..., etc.
Caso 2) Adesão ao Cartão de Crédito Barclaycard
A segunda história até seria divertida, se não fosse uma corroboração gritante do estado Big Brotheresco em que vivemos hoje em dia…
A segunda história pode ser resumida como segue: voltem a ler a história anterior mas coloquem-na dois anos mais tarde no tempo e substituam Citibank por Barclaycard.
É só.
Reparem bem:
- Não assinei a autorização de débito em nenhum dos dois casos
- Ambas as empresas conseguiram que o meu banco as autorizasse a tirarem-me dinheiro da conta
- Em ambos os casos tive a sorte de não mandar para o lixo as cartas que comunicavam as autorizações dos débitos automáticos
- Em ambos os casos cancelei os ditos
- Em ambos os casos os funcionários do meu balcão ficaram a olhar para mim, quando os confrontei com a situação, com aquela cara de Desculpe lá… Isto, hoje em dia, é mesmo assim...
Caso 3) O erro de sistema do Barclaycard
Este terceiro caso nem sequer lida directamente com sigilo bancário, embora ateste muitíssimo bem o mind set destas empresas. Hoje em dia ainda tenho o cartão Citibank, embora o use muito raramente. Cancelei o Barclaycard, contudo, há alguns meses. E passo a explicar porquê: todos os meses aparecia um débito de 30 cêntimos. Reparem que não usava o cartão, pelo que este débito era muito óbvio, por ser a única linha no campo da discriminação dos movimentos. Nem sequer tinha data valor ou uma descrição. Apenas indicava um débito de 30 cêntimos. Liguei, com algum embaraço, para o Barclaycard e perguntei Que débito de 30 cêntimos é este que me aparece todos os meses? É um erro de sistema, pode ignorar. foi a resposta que me deram. E, de facto, ignorei. Nunca paguei os 30 cêntimos e habituei-me a vê-los no extracto.
Eventualmente acordei para o facto de que o único motivo porque o débito de 30 cêntimos era tão óbvio para mim era o simples facto de ser o único no extracto. Se tivesse um extracto normal, ou seja, com algumas dezenas de linhas de movimentos, é natural que o débito dos 30 cêntimos passasse completamente despercebido e fosse pago. Imaginem, agora, os milhares de pessoas que recebem extractos em casa e os pagam. Imaginem os milhares de 30 cêntimos que os utilizadores do cartão pagam ao Barclaycard mensalmente.
E tudo graças a um Erro de sistema que, teimosamente, não foi eliminado durante os 12~14 meses em que tive o cartão desta empresa, que já devolvi e cancelei.
Erro de sistema.
Yeah, right…
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João Correia
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quarta-feira, 4 de março de 2009
Shark Attack
Ora aqui vai uma cartinha que remeti aos rapazes da Maxmen, na sequência do artigo Shark Attack, publicado na edição de Janeiro 2009. Valham-nos as fotografias da lindíssima Sofia Arruda, que sempre ajudam a lavar os olhos (e a alma) depois da leitura de páginas tão tristemente simples...
* * *
Estimados senhores,
Chamo-me João Correia e trabalho com tubarões (dentro e fora do nosso País) desde 1994.
A minha actividade tem sido desenvolvida no Jardim Zoológico de Lisboa (como tratador de tubarões em 1995); no Oceanário de Lisboa (como curador da colecção de 1997 a 2006 e como consultor desde essa altura); na Escola Superior de Tecnologia do Mar (como docente de várias disciplinas na Lic. em Biologia Marinha e Mest. em Estudos Integrados Oceânicos); e na empresa Flying Sharks (como sócio-gerente e fundador desde 2006).
Paralelamente, fui um dos fundadores da Associação Portuguesa para o Estudo e Conservação de Elasmobrânquios (www.apece.pt) em 1997; desenvolvi o meu trabalho de campo de Lic. e Mest. na Ilha Bimini (Bahamas) em 1994 e 95; desenvolvi o meu doutoramento (a ser defendido na Univ. de Aveiro em Maio e que já ganhou o Prémio do mar Rei D. Carlos em 2006) na pesca comercial de tubarões e raias em Portugal; tenho largas dezenas de publicações científicas e apresentações em congressos nesta área; e viajo frequentemente para Bruxelas para reuniões de trabalho que visam ‘lobbying’ por melhor legislação que proteja os tubarões e raias nos mares, em colaboração com organizações como a Shark Alliance (www.sharkalliance.org).
Finalizada esta introdução, que, espero, ateste que tenho alguma legitimidade para falar sobre este tema, confesso-me estupefacto com o vosso artigo ‘Shark Attack’ (edição Jan. 09), que me foi encaminhado por um aluno recentemente.
Não vou ‘corrigir’ os diversos disparates escritos pelo autor, Ron Laytner, porque tal tratar-se-ia de um exercício tão fútil como o de explicar a um arrumador de carros a importância de se ganhar a vida de uma forma honesta e legítima; ou como explicar, às pessoas que reclamam das pipocas no cinema, que há salas com pipocas e há salas sem pipocas. Há coisas que simplesmente não valem a pena.
Dirijo-me a vós, directamente, com um pedido: DOCUMENTEM-SE devidamente antes de imprimirem artigos escritos por pessoas que vivem com 30 anos de atraso em relação ao resto do mundo.
Quando li o vosso artigo simplesmente não conseguia acreditar que estava a ler algo publicado em 2009. O discurso, o grafismo, a tónica sensacionalista e o entusiasmo frenético por SANGUE deixaram de estar na moda há várias dezenas de anos, mas dir-se-ia que o vosso editor desconhece esse facto.
As publicações modernas exaltam a importância da conservação dos recursos marinhos e dão ênfase ao papel desempenhado por todos os elementos de um ecossistema. É um facto que os tubarões e raias fazem parte do ambiente marinho, e não só, e ocupam predominantemente o papel de predador de topo. Também é um facto que, ocasionalmente, seres humanos são mordidos/magoados por tubarões. Mas também o são por cães, leões, tigres, ursos, crocodilos, serpentes, hipopótamos, medusas e variadíssimas outras espécies. Estes ‘encontros imediatos’ são ocasiões, sem dúvida, infelizes. E, contudo, menos frequentes, a nível MUNDIAL, do que o número de acidentes rodoviários no IC19 em cada semana.
Compreendam que o discurso ‘os tubarões gostam de carne humana’ é, para além de FALSO, motivo de alegre chacota por parte de todas as pessoas que têm um entendimento rudimentar sobre o meio marinho. Asseguro-vos que este tipo de artigo serve de base a conversas, em tom trocista e cínico, sobre a incapacidade frequente da imprensa em se documentar devidamente sobre os temas publicados.
Repito o meu conselho: DOCUMENTEM-SE devidamente sobre os temas que publicam, de forma a evitarem o embaraço de serem alvo de risos e comentários trocistas. Nessa linha, deverão buscar fontes alternativas, e FIDEDIGNAS, de informação. Este artigo, baseado quase exclusivamente nas palavras tendenciosas do Sr. Vic Hislop, um fervoroso defensor da política ‘o único tubarão bom é um tubarão morto’, peca de uma forma assustadora pela completa e total ausência de uma perspectiva alternativa à visão sanguinária deste cavalheiro.
Honestamente, esperava mais de uma publicação como a vossa. :-(
Cumprimentos sinceros,
João Correia
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domingo, 18 de janeiro de 2009
A Onda, o Logótipo e o Impacte
Correndo o risco de este blog estar, lentamente, a transformar-se num fórum de crítica de cinema, devo aconselhar todos a irem ver A Onda (Die Welle), filme alemão de Dennis Gansel.
Um filme simplesmente imperdível, baseado em factos reais que ocorreram na California em 1967. Podem clicar em thewave.tk para saber mais detalhes.
II - O Logótipo
No filme falou-se em logotipos e não resisto a perguntar: alguém me explica porque diabo se começou a escrever logótipo nos últimos anos?? Até o diabo do spell-checker do MS Word me sublinha logotipo como errado e me corrige a palavra automaticamente para logótipo.
Meus amigos, eu não sou linguista, mas parece-me que se trata de um erro grosseiro e perpetuado por mentes pouco articuladas...
Vejamos, a palavra logotipo tem duas partes: logo + tipo. Do grego palavra e símbolo, mais coisa menos coisa. Neste tipo de palavras, o acento nunca vem na primeira metade da mesma. Exemplos: Geografia, Filosofia, Fotografia.
Não esqueçamos, contudo, que o Geógrafo é o gajo que trabalha em Geografia; o Filósofo é o gajo que trabalha em Filosofia; o Fotógrafo é o gajo que trabalha em Fotografia.
Assim sendo, parece-me que o Logótipo é o gajo que trabalha com Logotipos.
E chamar Logótipo ao objecto do seu trabalho faz tanto sentido como chamar Geógrafia, ou Filósofia, ou Fotógrafia aos objectos de trabalho dos rapazes referidos anteriormente…
Agora a sério: alguém me explica de uma forma substanciada de onde diabo vem este Logótipo insidioso??
III - O Impacte
O Impacte faz-me lembrar o Controle... Ambos são invenções de quem não estava contente com os tradicionais Impacto e Controlo. Há alguns anos, durante aulas de mestrado em que se falava de questões ambientais, explicaram-me que se usava o termo impacte quando se abordam matérias de natureza ambiental, para se distinguir este impacto do impacto não ambiental.
Mas, meus amigos, um impacto é um impacto, seja ele ambiental ou mecânico. Da mesma forma que uma bofetada é sempre uma bofetada, seja ela de luva branca ou daquelas que deixam cinco dedos temporariamente tatuados numa face. Ou vamos criar a palavra bofetade para distinguir as bofetadas que doem no ego daquelas que doem na cara?
Para os teimosos defensores do conceito impacte deixo o seguinte exercício:
Que palavra usariam para descrever o choque de um camião de resíduos tóxicos contra uma árvore protegida?
Abraços e beijocas,
João
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Jean-Claude Van Damme

Bom dia, rapaziada!
Já não adicionava nenhum post há bastante tempo!
Muito trabalho, etc., blá, blá, blá, as desculpas do costume...
Até que me colocaram este link à frente, que é simplesmente imperdível e tinha de ser partilhado:
www.newsweek.com/id/169176.
Apreciem ou, como dizem os americanos, enjoy!
:-)
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João Correia
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domingo, 31 de agosto de 2008
TED: Ideas worth spreading
TED significa Technology, Entertainment e Design. Trata-se de uma conferência, que começou em 1984, e que reúne pessoas desses três mundos. Ao longo do tempo o âmbito deste evento tornou-se bastante mais vasto. Actualmente a conferência anual atrai os pensadores mais ilustres do planeta e desafia-os a darem a melhor palestra das suas vidas em 18 minutos.
O site TED talks permite-nos ver essas palestras, que são positivamente fenomenais. A primeira que vi, e que me manteve colado à cadeira até ao último segundo, foi a de Sir Ken Robinson, que expressou as suas ideias sobre a forma como o sistema educativo mata a criatividade. Absolutamente imperdível. Cliquem aqui para ver.
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João Correia
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